sexta-feira, agosto 29, 2008

A Arte das Revistas




Entre as dezenas de publicações semanais ou mensais de revistas brasileiras, são poucas as que se destacam não somente pelas boas reportagens, mas também pelas incríveis ilustrações e supreendentes infográficos. Aliás, folheando revistas como Superinteressante ou Mundo Estranho, sempre ficava me perguntando: "Que desenho legal! Como eles fizeram isso?" Com muito trabalho e criatividade, sem dúvida. Entre ilustrações digitais, feitas em programas como Photoshop ou Corel Draw, impressionam as que são feitas como nos velhos tempos, com lápis de cor, tinta guache, aerógrafo, nanquim, e até mesmo Lego ou massa de modelar! Eis, então, a exposição Ilustrando em Revista, que acompanha a trajetória histórica da arte que é publicada nas revistas da editora Abril, e exibe no Centro Cultural da Justiça Federal no Rio de Janeiro, as obras originais que foram para as páginas das revistas. A mostra registra o traço de ilustradores famosos como Ziraldo, Rogério Nunes e Negreiros, além do detalhismo de Patrícia Lima e Benicio, por exemplo. Entre escolha de técnica e idéia, os ilustradores também devem pensar na matéria, e idealizar o desenho na página, pensando no tamanho do texto, na posição, e é claro, na dobra da revista.
Nas histórias em quadrinhos, por exemplo, o espaço é ainda mais importante, já que ele define o tamanho da história. No workshop dos irmãos quadrinistas
Fábio Moon e Gabriel Bá, o recado foi bem claro: "Nosso trabalho é 90% de pensamento, e 10% de desenho. Não é preciso ser um gênio em desenho para fazer história em quadrinhos. O mais importante é pensar a história no papel e nos quadros, seja para um HQ de 40 páginas, ou para uma simples tirinha".

Ilustração: Ricardo Cunha Lima - professor de Jornalismo Gráfico da Escola de Comunicação da UFRJ. Revista Mundo Estranho.

sexta-feira, agosto 15, 2008

The Last Shadow Puppets


Alex Turner não pode, mas de maneira nenhuma, ficar de fora deste blog! Em novembro, o Arctic Monkeys lança seu primeiro DVD, o Arctic Monkeys at the Appolo, gravado ano passado no Manchester Apollo, na Inglaterra. Mas hoje o Alex vai aparecer por aqui com Miles Kane (da banda francesa The Rascals) na banda The Last Shadow Puppets.

Ok, talvez você já tenha ouvido falar, já tenha baixado o álbum e já tenha ouvido as músicas em repeat, sem conseguir tirar os fones de ouvido em todas as faixas de "The Age of the Understatement", lançado em abril deste ano e já à venda nas lojas.

Pois então, tire os fones de ouvido. Jogue as músicas em uma boa caixa de som e veja que esta é uma nova banda que não busca somente a sensação de ser um hit momentâneo, com melodias simples e letras pobres. Last Shadow Puppets é imponente, tanto pelo som quanto pela postura. É incrível o que você sente ao ouvir My Mistakes were made for you. E é inevitálvel lembrar de Knights of Cydonia, do Muse quando se ouve a faixa de abertura que dá nome ao disco.
Na nova banda, Alex divide os vocais e as guitarras com o Miles Kane, que inclusive tocou em algumas faixas do último álbum dos Monkeys, "Favourite Worst Nightmare".
Em "Age of the Understatemente" eles são acompanhados por uma orquestra que deixa as melodias ainda mais belas e impactantes, ora delicadas - como em The Meeting Place e Time Has Come Again - e ora intensa - em Stading Next To Me, por exemplo.
Por enquanto, a turnê do novo disco está passando pela Europa e pelos Estados Unidos, mas bem que todos os fãs, tanto deles quanto de Arctic Monkeys, deveriam ter a chance de ouvir as músicas ao vivo. De preferência em alto em alto e bom som.

Site Oficial

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segunda-feira, abril 28, 2008

Coldplay em busca da Revolução


Seguindo as novas tendências midiáticas da música, o Coldplay decidiu acompanhar a onda do Radiohead, que ano passado despediu a gravadora para lançar In Rainbows via download.

Seu novo álbum - Viva La Vida or Death and All His Friends - só será lançado em junho, mas semana que vem, a banda vai disponibilizar de graça no site por uma semana o novo single Violet Hill.


Liberdade, igualdade e fraternidade? Talvez seja a inspiração na Revolução Francesa, mas além do free single, o Coldplay também fará shows de graça nos Estados Unidos e na Inglaterra, em Nova York e em Londres, respectivamente.

E os fãs britânicos ainda têm mais mordomia: quem comprar a próxima edição da NME ganha de brinde um vinil com duas novas músicas, a Violet Hill e A Spell a Rebel Yell.
De acordo com a newsletter divulgada pelo Coldplay, Viva La Vida será lançado dia 12 de junho na Inglaterra e quatro dias depois no Brasil. Quem sabe a Revolução também não chega por aqui?

sábado, abril 19, 2008

Liberdade e Solidão na Natureza


Filme: Na Natureza Selvagem, de Sean Penn. Com Emile Hirsch.


Quando você quer alguma coisa na vida, só precisa alcançá-la e agarrá-la.
When you want something in life, you just gotta reach out and grab it.

- Alexander Supertramp

Liberdade. Solidão. Felicidade. São estas as palavras que Christopher McCandless (Emile Hirsch) quer concretizar sobrevivendo em uma natureza inóspita, mas ao mesmo tempo fascinante. Recém-formado, Chris que quer fugir de tudo e de todos: dos olhares de seus pais obcecados, da sua monótona vida materialista e especialmente da sociedade. Ele quer um lugar único, insólito e selvagem onde ele não precise de dinheiro, carro, telefone, animal de estimação, família ou amor.

Essa paixão pelo infinito da natureza e pela liberdade individual levará seu espírito aventureiro em uma jornada pelos Estados Unidos e México, passando por lugares excepcionalmente fotografados por Eric Gautier (Diários de Motocicleta), como Colorado River e Fairbanks, no Alaska, onde ele finalmente sonha em chegar para viver.

Ao iniciar sua jornada, Chris é agora Alexander Supertramp. Ele é interpretado por Emile Hirsch, que mergulha tão profundamente no papel e atua de maneira tão natural que nos faz querer segui-lo pelas correntezas dos rio, nadar com as gaivotas e acompanhá-lo nas longas caminhadas. Em outras palavras, eles nos faz emergir de uma vida comum para uma outra, completamente sem limites. Por esse motivo, Alex é inteligente, estúpido, arrogante, corajoso, persistente e narcisista - dependendo do ponto de vista. Ao longo da viagem, cativa hippies e conhece pessoas tão solitárias quanto ele - mas que não necessariamente querem estar sozinhas - e que ensinam lições tão importantes quanto as de suas filosofias literárias favoritas.

Ao chegar no Alaska, Alex encontra ônibus mágico abandonado, e é lá que ele vive por 4 meses. Enrascadas ao longo do filme pela edição de Jay Cassidy (Uma Verdade Inconveniente), as cenas de Alex enfrentando os desafios no Alaska são intercaladas com as cenas da jornada, o que faz o filme evoluir junto com suas experiências na natureza selvagem. Ao mesmo tempo, as tomadas são acompanhadas pela narração da irmã de Alex e pela sensacional trilha sonora de Eddie Vedder, do Pearl Jam - ganhadora do Globo de Ouro deste ano -. Impossível haver uma escolha melhor. Canções como No celling, Society e Long Nights encaixam-se harmonicamente na jornada de Alex.

A harmonia também é o ponto forte de Sean Penn, diretor e roteirista do filme, que achou fascinante o livro do jornalista aventureiro Jon Krakauer. Jon conta a história real de Chris, que foi encontrado morto dentro do ônibus mágico, dois anos depois de deixar sua família na Virgínia. Depois de ler o livro ou ver o filme, podemos ter certeza que Alex encontrou sua liberdade, mas deixou que ela lhe armasse uma astuta armadilha.


Trailer de Na Natureza Selvagem

Site ofical: www.intothewild.com

domingo, março 30, 2008

Interpol inunda o Rio de Janeiro



Pouco tempo depois do lançamento do terceiro CD, Our Love To Admire, a newsletter oficial do Interpol anunciou: o Brasil, representado por Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, estava finalmente dentro da turnê que os fãs tanto esperavam.
No Rio de Janeiro, a banda nova-yorkina se apresentou no dia 13 de março, na sofrível Fundição Progresso. Lá dentro, o show começava com Pioneer to the Falls e a voz de Paul Banks abafava o temporal que caia na cidade. A chuva pingava no palco, e passava pelos holofotes dando um interessante efeito turvo que cobria a banda com cores enfumaçadas. Quando a segunda música, Obstacle 1, começou, Banks, Daniel Kessler (guitarra), Carlos D. (baixo) e Sam Fogarino (bateria) também já estavam envolvidos com a energia do público carioca. O suor se misturava com a água que pingava das goteiras da Fundição e os fãs cantaram em plenos pulmões sucessos como NARC e Slow Hands. O set-list, que misturou músicas dos três CDs, não deixou nenhuma música favorita de fora. Como quase ninguém esperava, canções como Leif Erickson, Stella was a driver and she was always down, e Peace is the Trick foram ainda mais arrepiantes ao vivo. E como nada é perfeito, o Interpol foi interrompido pela falha sonora da Fundição, quando tocava Not Even in Jail. Quinze minutos depois, a banda voltou com NYC e o público ajudou a reaquecer os instrumentos. E quando PDA parecia ter encerrado o show, eles voltaram para tocar Untitled, a primeira música do primeiro CD. Ao contrário do que foi insistentemente divulgado pela imprensa, Paul Banks é simpático e fala sim com o público. Diz “obrigado” e sorri.

O palco era iluminado com as luzes que se misturavam com as projeções nationalgeographicas em um telão ao fundo: inúmeras fotografias de animais, além da capa de Our Love to Admire, e feitas pelo fotógrafo Seth Smoot.
Mesmo com as falhas técnicas causadas pela terrível qualidade sonora da Fundição, a chuva e as goteiras, o Interpol arrasou e estampou sorrisos nos rostos de todos os fãs que esperaram anos para vê-los ao vivo. Merecemos vê-los outra vez, logo.
Quem foi para ver o Interpol ainda pôde assistir também Moptop (cujas influências são The Strokes, The Strokes e The Strokes), banda carioca sempre animada simpática e que abre cada vez melhor os shows.


Pioneer to the falls
Obstacle 1
C'mere
NARC
Pace is the trick
Say hello to the angels
Leif Erikson
Mammoth
No I in threesome
Slow hands
Rest my chemestry
The lighthouse
Evil
The Heinrich Maneuver
Not even jail
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NYC
Stella was a driver and she was always down
PDA
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Untitled





site oficial da banda: www.interpolnyc.com